Sucesso e Fracasso (Joanna de Ângelis)
O homem tem necessidade de enfrentar desafios. São eles que o impulsionam ao crescimento, ao desenvolvimento de suas aptidões e potencialidades, sem o que permaneceria sem objetivo, relegando-o ao letargo, à negação da própria mecânica da vida que se expressa como evolução.
A medida que se lhe vai operando o amadurecimento psicológico, mais amplas perspectivas surgem nas suas paisagens mentais em forma de aspirações que se transformam em lutas motivadoras da existência. Cada etapa vencida faculta novos rumos a percorrer e o seu transcurso é realizado a esforço que o ideal do sucesso propõe. A princípio são metas próximas, não obstante se possam ambicionar outras mais expressivas, mesmo que remotas, porém prenunciadoras de vitórias imediatas.
O que está próximo e fácil não constitui grande desafio nem forte motivação para ser conseguido, pois sucede com mínimo esforço, deixando, quando logrado, um certo travo de frustração.
Enquanto se acalentam ambições nos padrões da realidade do possível, se vive motivado para prosseguir. O seu desaparecimento faz-se morte existencial. Dessas objetivações realizáveis surgem projetos mais audaciosos, considerados então impossíveis, que a tenacidade e a inteligência ao esforço conseguem alcançar.
E os fins? (Emmanuel)
Mas nem todas as coisas edificam. – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 10:23.)
Sempre existiram homens indefiníveis que, se não fizeram mal a ninguém, igualmente não beneficiaram a pessoa alguma.
Examinadas nesse mesmo prisma, as coisas do caminho precisam interpretação sensata, para que se não percam na inutilidade.
É lícito ao homem dedicar-se à literatura ou aos negócios honestos do mundo e ninguém poderá contestar o caráter louvável dos que escolhem conscientemente a linha de ação individual no serviço útil.
Entretanto, será justo conhecer os fins daquele que es creve ou os propósitos de quem negocia.
De que valerá ao primeiro a produção de longas obras, cheias de lavores verbais e de arroubos teóricos, se as suas palavras permanecem vazias de pensamento construtivo para o plano eterno da alma?
Profilaxia das Obsessões (Suely Caldas Schubert)
“Vai, e não peques mais.” Jesus. (João, capítulo 8, versículo 11.)
Profilaxia é o conjunto de medidas preventivas que evitem o aparecimento de doenças.
No caso da obsessão — sendo esta doença da alma —, a profilaxia é de vital importância.
Como vimos, existe a obsessão porque existe inferioridade em nós.
O atual estágio evolutivo do nosso planeta denota a precariedade das condições espirituais do homem.
Tudo é feito para que o ser humano se torne cada vez mais materializado. Em nossa sociedade, o indivíduo que deseja fugir aos parâmetros convencionados impostos pelo materialismo, é tachado de louco ou idiota. Inverteram-se os valores, tornando-se muito difícil a alguém destoar do que passou a ser a norma.
O Andar de Cima (por Richard Simonetti)
Conta-se que a mãe de São Pedro era extremamente zelosa de seus haveres. Vivia, digamos com o devido respeito, comprometida com a sovinice.
Embora se trate de um pecado capital, desses passíveis de remeter o indigitado para as caldeiras do pedro-botelho, foi piedosamente encaminhada a ameno estágio no purgatório, talvez por deferência ao seu ilustre filho.
Não obstante, o santo sofria com a situação.
Precursor do jeitinho brasileiro, apelou para Jesus, pedindo-lhe que a transferisse para o “andar de cima”. O Mestre dispôs-se a atender, mas era preciso cumprir básico requisito:
Descobrir se alguma vez, ainda que remotamente, ela “emprestara a Deus”. Traduzindo: Exercitara a fraternidade? Doara algo a alguém, ao longo da existência?
O apóstolo deu tratos à bola, na ingrata tarefa de descobrir um gesto de legítimo desprendimento por parte da querida genitora, de índole boa, mas relutante em “abrir a mão”, quando solicitada.
Oração contra Depressão - A tristeza da alma
Amado Pai Celestial, em nome do Teu Filho Jesus e na misericórdia do Espírito Santo eu clamo a Tua ajuda.
Volta para mim o Teu rosto de misericórdia e de paz. Conceda-me a saúde do corpo e da alma.
Em meus momentos de depressão, cheguei muitas vezes a perder o encanto pela vida Senhor.
Nada mais me alegra, tudo me parece vazio e sem sentido.
A Razão na Fé Espírita
A luz da razão iluminou e fortaleceu a fé combalida pelo dogmatismo com sua tacanhice de outrora, a fé caduca molestada pela ciência, com seu materialismo reducionista, foi reerguida pela ciência espírita. Ante o espiritualismo velho com suas frioleiras surge a Doutrina Espírita com sua lógica irretorquível; a razão espírita transforma-se em fé raciocinada.
Com o método positivo Kardec mostra a força da razão e nas Obras da Codificação, através de “O Livro dos Espíritos” na pág. 47, prenuncia a exobiologia:
“A razão nos diz que entre o homem e Deus outros elos necessariamente haverá, como disse os astrônomos que, entre os mundos conhecidos, outros haveria, desconhecidos. Que filosofia já preencheu essa lacuna?”
Os Espíritos que viviam sobre a névoa do sobrenaturalismo, devido a fé cega, são também iluminados pela razão no virar da página:
“A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.”
A Moral Mediúnica (Herculano Pires)
O fato de Kardec considerar que a Mediunidade não depende da Moral, pois se relaciona com o corpo, serviu de motivo para explorações dos inimigos gratuitos do Espiritismo, que passaram a proclamar a falta de moral no Espiritismo. A afirmação kardeciana se confirma nas pesquisas atuais da Parapsicologia, como já se confirmara nas pesquisas da Metapsíquica. Nas experiências espíritas posteriores a Kardec também se confirmou essa distinção. E isso porque, como se vê no O Livro dos Médiuns, a mediunidade não é uma graça ou um dom especial concedido a criaturas privilegiadas, mas uma faculdade humana como as demais. A moral do médium determina o seu comportamento como criatura humana e regula as suas relações com os espíritos. A questão moral não surge da faculdade mediúnica mas da sua consciência.
Não se pode dizer que um médium entregue as práticas maldosas ou a objetivos condenáveis, contrários ao senso moral, não seja médium. Assim como há criaturas boas e más na Terra, há espíritos maus e bons que com elas se afinam e se servem da sua mediunidade para fins maus ou bons. Se o médium sem moral se corrigir e passar a portar-se pelos princípios morais, passará a servir aos espíritos bons através da sua mesma mediunidade. Assim acontece com todas as faculdades humanas. O homem pode aplicar a sua inteligência para o mal ou para o bem, mas a sua inteligência é sempre a mesma, quer atue num ou noutro campo. A maldade da linguagem não depende da língua, mas da mente que a usa. O mesmo acontece com todas as faculdades humanas.
Pequenos Médiuns
Em sua acepção mais simples, podemos afirmar que médium nada mais é do que um ser dotado de qualificações que permitem efetuar o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual e que todos nós o somos. Neste sentido, tanto aquele que vê um espírito e se comunica com ele, quanto alguém que apenas tem uma leve intuição de ir visitar uma pessoa para levar uma palavra amiga realizam esse intercâmbio, representando instrumentos através dos quais a espiritualidade age na vida de outrem.
Dito isso, a grande questão que se faz presente é: se todos somos médiuns, as crianças também apresentam sinais de mediunidade? Sim. É mais natural do que se pensa constatar a mediunidade na criança e no jovem, já que são Espíritos em experiências no mundo material, em processo de desenvolvimento físico, intelectual e moral, através dos quais serão ampliadas as suas potencialidades.
Herculano Pires, no livro Mediunidade, esclarece que as crianças possuem a mediunidade, por assim dizer, à flor da pele, porém são resguardadas pela influência benéfica dos espíritos protetores. Nessa fase infantil, as manifestações, em sua maioria são mais de caráter anímico; a criança projeta a sua alma nas coisas e nos seres que a rodeiam, recebem inspirações de amigos espirituais, às vezes vêem e denunciam a presença de espíritos.
E.S.E.: Dom de Curar
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; daí de graça o que de graça recebestes. (Mateus, X: 8).
“Dai de graça o que de graça recebestes”, disse Jesus aos seus discípulos, e por esse preceito estabelece que não se deve cobrar aquilo por que nada se pagou.
Ora, o que eles haviam recebido de graça era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, ou seja, os maus espíritos. Esse dom lhe fora dado gratuitamente por Deus, para alívio dos que sofrem e para ajudar a propagação da fé. Ele lhes diz que não o transformem em objeto de comércio ou de especulação, nem em meio de vida.
A mediunidade é uma coisa sagrada, que deve ser praticada santamente, religiosamente. E se há uma espécie de mediunidade que requer esta condição de maneira ainda mais absoluta, é a mediunidade curadora. O médium curador transmite o fluído salutar dos bons Espíritos, e não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os Apóstolos, embora pobres, não cobravam as curas que operavam.
Conversa com Jesus (Maria Dolores)
Senhor! Não lastimamos tanto
Contemplar no caminho a penúria sem nome,
Porque sabemos que socorrerás
Os famintos de pão e os sedentos de paz;
Dói encontrar na vida
Os que fazem a fome.
Ante aqueles que choram
Não lamentamos tanto,
Já que estendes o braço
Aos que gemem de angústia e cansaço;
Deploramos achar nas multidões do mundo
Os que abrem na Terra as comportas do pranto.
Não lastimamos tanto os que se esfalfam
Carregando a aflição de férrea cruz,
De vez que nós sabemos quanto assistes
Os humildes e os tristes;
Lastimamos os cérebros que brilham
E sonegam a luz.
A Vida Prossegue
Quem de nós já não experimentou a súbita ausência de um ente querido?
Quem de nós já não sentiu profunda saudade de um afeto que, não estando mais no mundo corpóreo, deixa uma aparente lacuna em nossa vida?
Mesmo expressando fé em palavras ou em muitas de nossas atitudes, a tristeza da falta do contato, da ausência do sorriso, da impossibilidade de um abraço acaba por nos fazer agir com imensa tristeza diante da morte.
Não é fácil se despedir de um ente querido, mesmo idoso ou longamente doente, quando já nos era sabido que a ausência física ocorreria em breve.
Com certeza, a ausência aparentemente definitiva daquele a quem demos apenas um até logo é muito mais difícil de entender ou aceitar.
A mãe que recebe a notícia da morte de um filho que deveria, em algumas horas, estar de retorno ao lar deverá encontrar forças imensas para ir adiante.
Quem de nós já não sentiu profunda saudade de um afeto que, não estando mais no mundo corpóreo, deixa uma aparente lacuna em nossa vida?
Mesmo expressando fé em palavras ou em muitas de nossas atitudes, a tristeza da falta do contato, da ausência do sorriso, da impossibilidade de um abraço acaba por nos fazer agir com imensa tristeza diante da morte.
Não é fácil se despedir de um ente querido, mesmo idoso ou longamente doente, quando já nos era sabido que a ausência física ocorreria em breve.
Com certeza, a ausência aparentemente definitiva daquele a quem demos apenas um até logo é muito mais difícil de entender ou aceitar.
A mãe que recebe a notícia da morte de um filho que deveria, em algumas horas, estar de retorno ao lar deverá encontrar forças imensas para ir adiante.
O Divórcio (Wellington Balbo)
O bom senso de Kardec em relação ao divórcio
Acredito que a separação conjugal é um dos processos mais dolorosos a que estamos sujeitos na Terra. Quando o casal tem filhos então, a dor toma proporções gigantescas.
Sentimento de fracasso, vazio e culpa são algumas das sensações que transitam pelo coração daqueles que se propõem a separar as “escovas de dentes”.
Sofrem todos: filhos e cônjuges, familiares e amigos.
A família é, pois, reestruturada completamente a partir da ausência de um dos cônjuges. Dúvidas que surgem, temores, receios... Como educar os filhos de agora em diante? Mudará nossa relação? E os amigos em comum, será que ainda teremos contato?
Enfim, é uma nova vida, um recomeço...
E aí, Chico? Sexo antes do casamento é proibido? (Por Richard Simonetti)
Pergunta o jovem:
– E aí, Chico? Sexo antes do casamento é proibido?
Responde o médium:
– Meu filho, nada é proibido. No entanto, sem amor, nada vale a pena, nem o sexo, nem o casamento.
Notável observação!
A Doutrina Espírita, proverbialmente, enfatiza a consciência livre.
Não há proibições, considerando-se que a responsabilidade é uma planta frágil que só cresce em regime de liberdade.
Isso não consagra a ideia do liberou geral, já que tudo o que fizermos, dentro dos princípios de causa e efeito que nos regem, terá uma consequência.
Tenho a liberdade de fazer o que me aprouver, mas sempre responderei por minhas iniciativas.
A Busca da Iluminação Interior (Divaldo Pereira Franco)
Queridas irmãs, queridos irmãos.
Nossos votos cordiais de muita paz.
Estive meditando a respeito de um tema para conversarmos no encerramento da pauta deste dia, conforme vimos fazendo nos últimos anos, e lembrei-me da vida agitada que todos vivenciamos, dos desafios que enfrentamos, da correria contra o relógio, das contrariedades mal absorvidas, das angústias não exteriorizadas, e ocorreu-me a ideia de reflexionarmos juntos em torno de um assunto de muita importância, qual seja a iluminação interior.
Normalmente nós, os espíritas, estamos empenhados em levar a mensagem a todos aqueles que se nos acercam, tanto quanto àqueloutros que estão à distância, que seriam os gentios, conforme eram designados nos dias de Jesus em Israel.
As atividades multiplicam-se, os problemas surgem e não nos lembramos de atender às necessidades de nossa vida interior. Jamais tivemos na Terra dias de tantas dificuldades emocionais, de tantos tormentos espirituais quanto atualmente, isto porque estamos atravessando a etapa da grande transição, que ainda não atingiu o seu clímax, mas que nos está levando a situações penosas, conflitivas e angustiantes. Necessitamos – penso – de fazer uma pausa para reflexionarmos em torno da nossa própria situação perante a Consciência Cósmica, recordando-nos de uma indagação que fez o confessor fráter Leone a São Francisco, quando ele estava capinando o jardim à porta do monastério:
Infortúnio Materno (Irmão X)
Em pleno hospital da Espiritualidade, pobre criatura estendeu-nos o olhar suplicante e rogou:
- O senhor consegue escrever para a Terra?
- Quando mo permitem - repliquei entre pesaroso e assombrado.
Quem era aquela mulher que me interpelava desse modo?
A fisionomia escaveirada exibia recordações da morte. A face inundada de pranto tinha esgares de angústia e as mãos esqueléticas e entrefechadas davam a ideia de garras em forma de conchas.
Dante não conseguiria trazer do Inferno imagem mais desolada de sofrimento e terror.
- Escreva, escreva! - repetia chorando.
- Mas escrever a quem?
Atitudes Essenciais
“Qualquer um que não tomar a sua cruz e vier após mim, não pode ser meu discípulo” – Jesus. (Lucas 14:27).
Modo geral significa o termo cruz, sofrimento, punição, dor justamente porque nos tempos primeiros foi ela idealizada para castigo para aqueles que infringissem hábitos, leis vigentes ou mais tarde crimes políticos. Primitivos, involuídos, quase animais os instrumentos de contenção eram idênticos onde o medo da dor física funcionaria como um modo de barrar, impedir ou diminuir a violência, a dureza dos costumes nos relacionamentos. Era portanto, e principalmente entre os romanos utilizada como instrumento de suplício, servindo à execução da pena de morte.
O fato de Jesus, judeu submetido a Roma, ter sido crucificado contribuiu para que os cristãos usassem-na como lembrança do fato em si e objeto de culto.
Figuradamente as expressões “levar a cruz”, “carregar a cruz” falam de dificuldades, de empreendimentos difíceis a serem vencidos, e não carga a ser carregada.
Intrigas e Acusações (Emmanuel)
Quanto possível, abstém-te de assuntos infelizes.
Muitas vezes, quem te fala contra os outros pode trazer a imaginação doente ou superexcitada.
Quando alguém, porventura, se te faça veículo de alguma intriga, tanto é digna de compaixão a pessoa que te trouxe essa bomba verbal, quanto a outra que a teria criado.
Uma frase imperfeitamente ouvida será sempre uma frase mal interpretada.
A criatura que se precipita em julgamentos errôneos, a teu respeito, talvez seja vítima de lastimável engano.
Muitas pessoas de hábitos cristalizados em comentários descaridosos, em torno da vida alheia, estão a caminho de tratamentos médicos, dos mais graves.
Saber usar a liberdade
Conta-se que dois homens caminhavam lado a lado. Um era jovem, trazia consigo os sinais da inexperiência. Tinha olhos vivos e atentos a tudo, como quem quer aspirar a vida em um só fôlego.
Desejava modificar o mundo, revolucionar sua época, ensinar o muito que julgava saber.
O outro trazia no semblante as marcas do tempo, já não queria tomar o mundo, contentava-se em aprender um pouco, aqui e ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava.
Tampouco desejava deixar suas marcas nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores e não pretendia modificar ninguém, a não ser a si próprio.
Era cego de nascença. Porém, apesar de ter os olhos do corpo fechados, possuía abertos os da alma.
Vinham em silêncio quando o jovem, surpreso, exclamou: Uma pipa! Uma pipa no céu!
Espiritismo - A Doutrina do Bom Senso
A Filosofia Espírita prima sempre pelo equilíbrio, e não pelos extremismos alienantes da rebeldia arrogante, que insulta e violenta a todos com o disparatar do verbalismo inflamado, a incendiar com a discórdia o campo da paz.
O Movimento Espírita Brasileiro está sendo agitado, por abusos cometidos pelos pseudo-sábios espíritas, que disseminam absurdos à mancheias. Os fluidistas são estudiosos da obra de Roustaing e os laicistas adversários dos roustainguistas.
Lamentavelmente com esse bate-boca, Kardec é colocado em segundo plano, ou, o que é pior, esquecido.
Fazer do espiritismo meio de dissensão é, sem dúvida nenhuma, um absurdo dos mais grosseiros. Allan Kardec, o mestre por excelência, mostrou que a educação espírita se faz de forma integral com Jesus, aliás, esse é o pensamento que dá base a toda Doutrina Espírita. Então por que toda essa algaravia em torno de Jesus?
A religião Espírita é natural, está na Natureza, porque é aonde encontramos as leis de Deus, que também está em nossa consciência. Não vai levar a nada os formalismos farisaístas, e nem a indiferença daqueles que propagam um Espiritismo sem Jesus.
Ah... se eu soubesse… - A Chegada no Plano Espiritual
Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:
– Ah se eu soubesse…
Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…
Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…
Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria tido mais paciência, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.
Dez regras infalíveis para ficarmos doente (Joanna de Ângelis)
Joanna de Ângelis, fazendo uma analise do nosso comportamento diante da vida escreveu-nos 10 pequenas regras para nos aprendermos a adoecer.
Há 10 regras infalíveis para ficarmos doente:
1 - Descuide-se do seu corpo;
2 - Desista da Luta;
3 - Procure fazer o que lhe desagrada;
4 - Guarde ressentimento ao Máximo;
5 - Construa ideias perturbadoras e concentre-se nelas e mantenha-se fixo a maior parte do tempo senão todo o tempo;
6 - Isole-se;
7 - A culpa de tudo quanto lhe acontece é dos outros;
8 - Dissimule seus sentimentos;
9 - Evite o bom humor;
10 - Mantenha estes itens inalterados.
Joanna de Ângelis
Duelos Mentais (Emmanuel)
Realmente, a civilização baniu o duelo das praças públicas e não mais vemos espadas desembainhadas, suscitando aflição, ferimento e morte.
Os códigos evoluídos reprimem hoje, nos povos mais cultos, semelhantes manifestações da animalidade e selvageria.
Entretanto, se as lâminas repousam ensarilhadas, não ocorre o mesmo com os dardos envenenados da vida mental.
Muitas vezes, arremessamos raios de perturbação e indisciplina, angústia e destruição para todos os ângulos da estrada em que a nossa vida se movimenta.
São os pensamentos desvairados do psiquismo deprimente.
Não raro, arrojamo-los, sem piedade, para quantos nos desatendem ao egoísmo;
Obsessão - Tipos e Níveis
1 – Tipos de Obsessão
A obsessão comporta vários tipos de expressão, em cujos limites nem sempre é possível estabelecer uma linha divisória. Analisaremos os tipos mais expressivos.
a) Obsessão de encarnado para encarnado
Pessoas obsidiando pessoas existem em grande número. Estão entre nós. Caracterizam-se pela capacidade que têm de dominar mentalmente aqueles que elegem como vítimas. Este domínio mascara-se com os nomes de ciume, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio, e é exercido, às vezes, de maneira tão sutil que o dominado se julga extremamente amado. Até mesmo protegido.
Essas obsessões ocorrem por conta de um amor que se torna tiranizante, demasiadamente possessivo, tolhendo e sufocando a liberdade do outro. É, por exemplo, o marido que limita a liberdade da esposa, mantendo-a sob o jugo de sua vontade; é a mulher que tiraniza o companheiro, escravizando-o aos seus caprichos; são os pais que se julgam no direito de governar os seus filhos, cerceando-lhes toda e qualquer iniciativa; são aqueles que, em nome da amizade, influenciam o outro, mudando-lhe o modo de pensar; exercendo sempre a vontade mais forte, o domínio sobre a que se apresentar mais passiva.
b) Obsessão de desencarnado para desencarnado
Recordação da Existência Corpórea (Allan Kardec)
Lembra-se o Espírito da sua existência corporal?
"Lembra-se, isto é, tendo vivido muitas vezes na Terra, recorda-se do que foi como homem e eu te afirmo que frequentemente ri, penalizado de si mesmo."
Tal qual o homem, que chegou à madureza e que ri das suas loucuras de moço, ou das suas puerilidades na meninice.
A lembrança da existência corporal se apresenta ao Espírito, completa e inopinadamente, após a morte?
"Não; vem-lhe pouco a pouco, qual imagem que surge gradualmente de uma névoa, à medida que nela fixa ele a sua atenção."
O Espírito se lembra, pormenorizadamente, de todos os acontecimentos de sua vida? Apreende o conjunto deles de um golpe de vista retrospectivo?
Palestra: Isabel Fortes (Transformando dor em alegria) Café Filosófico
A psicanalista Isabel Fortes indica modos diversos de expressar a dor psíquica, apontando, a partir das obras de Freud e de Nietzsche, as vias que permitem transformar a dor em alegria. O primeiro passo em direção a este caminho é a aceitação – e não a evitação – da dor. A vitalidade requer uma travessia, incluindo ao mesmo tempo a dor e a alegria como intensidades que fazem parte do mundo.
O aborto e os zumbidos das muriçocas - "desperta Brasil" (Jorge Hessen)
A epidemia do vírus zika requer urgente debate e muita prudência. É estranhável apontar o algoz Zika, um vírus que foi descoberto na década 1940, e que nunca foi notório por causar defeitos de nascimento. Mas, as instituições que estão pesquisando esses surtos estão buscando “provas” de uma relação entre o vírus Zika e a microcefalia, embora sejam necessárias mais investigações para entender essa relação. De qualquer forma, em nome das prováveis causas, supõe-se também o conjunto de falhas e metodologias grosseiras, realizados pelo Ministério da Saúde, SUS, seus institutos associados e suas autoridades constituídas, que supostamente provocaram e continuam provocando a inquieta crise de microcefalia em todo o Brasil.
Conjetura-se ter conexão aos mosquitos transgênicos desenvolvidos pela empresa de biotecnologia britânica Oxitec, que é financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. A Oxitec tem lançado os mosquitos Aedes geneticamente modificados no meio selvagem no Brasil desde 2011 para combater a dengue. A empresa produz até dois milhões de mosquitos geneticamente modificados por semana em sua “fábrica” em Campinas, Brasil. [1]
Cuidado de Si (Emmanuel)
“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo Isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” — Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, capítulo 4, versículo 16.)
Em toda parte há pelotões do exército dos pessimistas, de braços cruzados, em desalento.
Não compreendem o trabalho e a confiança, a serenidade e a fé viva, e costumam adotar frases de grande efeito, condenando situações e criaturas.
As vezes, esses soldados negativos são pessoas que assumiram a responsabilidade de orientar.
Todavia, embora a importância de suas atribuições, permanecem enganados.
As dificuldades terrestres efetivamente são enormes e os seus obstáculos reclamam grande esforço das almas nobres em trânsito no planeta, mas é imprescindível não perder cada discípulo o cuidado consigo próprio.
Reclamar resolve?
O atento observador não terá qualquer dificuldade em constatar a gigantesca quantidade de reclamações, lamúrias ou lamentações que as pessoas, em geral, proferem no dia a dia. Reclama-se de tudo. Se, eventual e muito raramente, não houver motivo para lamentar, a lamúria é dirigida ao clima, seja porque está fazendo muito calor ou muito frio, seja porque não tem chovido ou tem chovido muito etc.
Entretanto, entendemos que esse hábito (ruim, repetitivo e infeliz) precisa ser eliminado o quanto antes, uma vez que em nada ajuda e, como se não fosse suficiente, não resolve qualquer preocupação, problema ou dificuldade, como é fácil concluir pelo uso da razão, do equilíbrio e especialmente do bom senso que, no dizer da Academia Brasileira de Letras, é a capacidade de julgar o que é bom e o que é ruim; equilíbrio: o uso do bom senso ajuda as nossas escolhas (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, Companhia Editora Nacional, 2ª edição, 2008, página 1172).
Reclamações e Queixas (Joanna de Ângelis)
Lenta, mas, sistematicamente, vai-se arraigando na personalidade do homem o hábito infeliz da queixa e da reclamação.
Insubordinado, em razão da predominância dos próprios instintos agressivos, o indivíduo sempre encontra motivos para apresentar-se insatisfeito.
Saúde ou doença, trabalho ou desemprego, alegria ou tristeza, calor ou frio, servem-lhe sempre de pretexto para queixar-se, para reclamar...
Instala-se, esse vício, fixando-se no comportamento, que se torna azedo e desagradável, ao tempo em que fomenta distonias íntimas, neuroses, abrindo campo para que se originem diversas enfermidades.
O queixoso padece de hipertrofia da esperança e do otimismo.
Atrai a desdita e sintoniza com amargura, passando a sofrer aquilo de que aparenta desejar libertar-se.
A paz que trago em meu peito
A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia…
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé…
Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou…
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Missão Dada é Missão Cumprida
Há um grupo de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro que trabalha sob a perspectiva que pode ser enunciada com a seguinte frase: “missão dada; missão cumprida”.
Como se trata de soldados de primeira linha da força policial, eles não se recusam a atuar em momento algum e colocam a sua higidez física como sendo secundária, ao mesmo tempo em que consideram a missão dada como a coisa mais importante das suas vidas.
Em vista disso, não olham pelas condições do tempo e também não olham pelas vicissitudes do terreno pelo qual terão de caminhar. Se embasam na voz de comando e enfrentam todas as barreiras, de modo que enxergam as dificuldades futuras como já ultrapassadas mesmo antes de se encontrarem com ela.
Também nós, irmãos, fazemos parte do exército do Cristo e somos tidos por Ele como soldados valorosos e temos de demonstrar a cada dia que possuímos a condição de colocar em prática tudo o que aprendemos na teoria. Temos uma longa missão a cumprir, vez que o próprio Senhor nos dizia que a seara era grande e os obreiros eram poucos.
Encarnação nos diferentes mundos (Allan Kardec)
As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra?
“Não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as
primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais
distantes da perfeição.”
A cada nova existência corporal a alma passa de um mundo para o outro, ou pode ter muitas no mesmo globo?
“Pode viver muitas vezes no mesmo globo, se não se adiantou bastante para passar a um mundo superior.”
Podemos então reaparecer muitas vezes na Terra?
“Certamente.”
Podemos voltar a este, depois de termos vivido em outros mundos?
Nossa Hora
Era um dia como outro qualquer. As malas do casal já estavam prontas desde o dia anterior.
Despediram-se do único filho e saíram em viagem para participar das festividades do casamento de uma sobrinha, que residia em Estado vizinho.
Tão logo se distanciaram do lar, a esposa pediu ao marido que retornasse, pois gostaria de despedir-se do filho. O marido a fez lembrar que já o haviam feito, mas ela insistiu.
Aquela mãe sentia que não voltaria a rever o filho amado, nem iria estreitá-lo num abraço apertado na presente existência. Sentia que aquela viagem era definitiva. De alguma forma ela pressentia isso.
O marido, um tanto contrariado, atendeu ao pedido da esposa e voltou. O filho, ao vê-los, pensou que se haviam esquecido de algo.
Mas a mãe logo o envolveu num suave abraço maternal, como a dizer-lhe adeus. Como quem se despede sem saber quando voltariam a reencontrar-se novamente.
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