No Grupo Espírita

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Jesus (Mateus, 18:20).

Compreendendo-se que cada obreiro da seara espírita cristã se incube de tarefa específica, é forçoso indagar, de quando em quando, a nós mesmos, o que somos, no grupo de trabalho a que pertencemos:

Uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava?

Um companheiro assíduo às lições ou um assistente que, por desfastio, aparece de vez em vez?

Um amigo que compreende e ajuda ou um crítico inveterado que tudo complica ou desaprova?

Um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena?

Um enfermeiro consagrado ao bem da comunidade ou um doente que deva ser tolerado e tratado pelos demais?

Fazer o Evangelho Sozinho

Tem algum sentido fazermos Evangelho no Lar sozinho, sem a companhia de amigos ou familiares?

Vai abaixo uma bela história do Chico Xavier que responde a pergunta. 

Em meados de 1932, o "Centro Espírita Luiz Gonzaga" estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico. 

Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. 

O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos. 
José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequência ao grupo, pelo menos, por alguns meses. 

Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se. 

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