A Vontade (Joanna de Ângelis)

A vontade deve e pode ser trabalhada através de exercícios mentais, da geração de interesse e de motivação para conseguir-se auto-realização, a conquista de recursos de vária natureza, especialmente na transformação dos instintos em sentimentos, dos hábitos doentios em saúde, da conquista da beleza, dos ideais de engrandecimento humano.

Ninguém é destituído de vontade, porquanto tudo que se realiza, no movimento e na ação, está vinculado a esse fulcro desencadeador de forças para objetivação.

A vontade é, portanto, o motor que impulsiona os sentimentos e as aspirações humanas para a conquista do infinito, sendo sempre maior quanto mais é exercitada. Inexpressiva, nos primeiros tentames, logo se transforma no comando das possibilidades que se dilatam, enriquecendo o ser com os valores imperecíveis da sua evolução.

A vontade se radica nos intrincados tecidos sutis do Espírito, que, habituado à execução de tarefas ou não, consegue movimentar as forças internas de que se constitui, a fim de atingir os objetivos que lhe devem representar fator de progresso.

Quando alguém fracassa, em qualquer atividade, isso não representa debilidade de esforço ou falta de vontade bem direcionada, antes transforma-se em um elemento de experiência para futuros tentames.

Toda tentativa que não resulta como um sucesso, transforma-se em mensagem de conquista de valor que poderá ser utilizado em nova ocasião, facultando o logro noutro ensejo.

A vontade, por isso mesmo, não cede quando falecem os resultados, repetindo a experiência quantas vezes sejam necessárias até que se colimem os interesses que se têm em mente.

Desenhado um objetivo interior, e de imediato forças complexas apresentam-se para que o mesmo seja conquistado.

Repetindo-se a tentativa, cria-se o hábito de agir e, por consequência, o mesmo se torna elemento vital para a vontade.

Sem uma vontade bem direcionada, não há vida saudável.

Joanna de Ângelis;
Psicografia: Divaldo Pereira Franco;
Do livro: Triunfo Pessoal, Cap. 2.



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